Patricia Magno

Sobre Patricia Magno

Defensora Pública do Estado do Rio de Janeiro desde abril/2001. Atuou em diversas áreas, de defesa do consumidor à execução penal, tendo desenvolvido uma prática inovadora na execução das medidas de segurança no Estado do Rio de Janeiro, premiada em 1º lugar no Concurso de Práticas Exitosas do Congresso Nacional de Defensoras e Defensores Públicos – 2017, nos 07 anos em que esteve titular do NUSPEN. De sua história institucional, merece especial menção os 07 anos em que se dedicou ao Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, desde sua criação em fevereiro de 2004 e do qual se afastou em agosto de 2011. A experiência vinda da prática, somada a uma incansável busca por conhecimento identificam o perfil da professora, que – há quase 20 anos – não mede esforços para construir o conhecimento com aqueles e aquelas com quem aprende tanto quanto ensina.

Direito Humano ao Cuidado

Por |2025-11-27T17:35:33-03:0027 junho 2024|DH em PAUTA|

O cuidado é um direito? No âmbito internacional (OIT, ONU Mulheres) e no âmbito interamericano, em especial nas Conferências sobre Mulheres da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), vem sendo construído um consenso sobre o DIREITO HUMANO AO CUIDADO O direito humano ao cuidado é tridimensional, ensina a professora Laura Pautassi, maior especialista no tema: Dimensão de DAR cuidado Dimensão de RECEBER cuidado Dimensão de AUTOCUIDADO A Corte IDH foi provocada, pela República Argentina, a dizer o conteúdo e o alcance do DH ao Cuidado, assim como as respectivas obrigações estatais. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro apresentou manifestação de Amicus Curiae no bojo da OPINIÃO CONSULTIVA n. 31 e participou de Audiência Pública no mês de abril de 2024. A OC 31 está tramitando e ainda não há parecer consultivo proferido pelos juízes interamericanos. Pontos principais defendidos na Solicitação de Parecer Consultivo: a) Os cuidados, em sua tridimensionalidade, são um direito humano autônomo consagrado no art. 26, da CADH, dependendo de políticas públicas específicas e indicadores de progresso para monitorar o efetivo cumprimento dos deveres. - Os indicadores do protocolo de San Salvador são importante referência para monitorar o cuidado. b) A divisão sexual de trabalho entre homens e mulheres, nos sistemas capitalistas-patriarcais-racistas do continente americano, produz sobrecarga excessiva suportada por mulheres e, em especial, mulheres negras e pobres, de modo que o DH ao cuidado precisa ser analisado sob a égide do direito à igualdade perante a lei e do princípio da não discriminação, consagrados nos arts. 24 e 1.1 da CADH. - Em decorrência da distribuição desigual de responsabilidades de cuidados com base nos estereótipos de gênero, há deveres estatais especificamente dentro das relações familiares, [...]

Amefricanidade e Direitos Humanos

Por |2025-11-27T17:35:52-03:0020 março 2023|Uncategorized|

Amefricanidade e Direitos Humanos Amefricanidade e Direitos Humanos Amefricanidade e Direitos Humanos: vamos conversar sobre a categoria político-cultural criada por Lelia González? Preparei uma introdução ao tema para ser possível começar a refletir sobre o afrocentramento crítico dos direitos humanos de que fala Thula Pires em diálogo com Lélia González e com Frantz Fanon. Olá, meu nome é Patrícia Carlos Magno. Sou defensora pública e professora de direitos humanos. Autora de vários Cursos de Direitos Humanos. Nossa conversa de hoje vai circular em torno da categoria político cultural da Amefricanidade cunhada por Lélia Gonzales. Essa grande feminista negra referência para o Mundo inteiro. Essa categoria ela pode nos trazer importantes aportes para revisitar o conceito de direitos humanos a partir de uma lente afrocentrada e crítica. Thula Pires trabalha muito com Lélia e reflete a partir dessa categoria político cultural para o “juridiquês”, para o nosso campo. Mas o que que é um núcleo duro dessa categoria? É a ideia de resgatar as diversas histórias de resistência. Para Lélia Gonzales, a linguagem é epistêmica ou seja, ela produz saber, ela cria e funda um novo saber. Então ela vai buscar um olhar criativo sobre a própria formação histórica e cultural do Brasil e vai tentar juntar as palavras américa africana américa ladina trocando T pelo D, e constrói a Amefricanidade, com essa noção de resgate das histórias de resistência dos ameríndios e amefricanos para produzir um olhar transversal de gênero, raça e classe. Espero que curta a explicação. Ela é aprofundada no Curso de Direitos Humanos: teoria e prática. Tá tudo disponível, online. Agrega um grupo do Telegram para trocarmos informações e mais 7 encontros de Mentoria Ao vivo durante o ano [...]

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